21 outubro, 2016

Bob Marley não morreu

Ele só mudou de banda, largou a gravadora, foi para a África e toca MPB

Bob Marley, em foto de Roger Steffens, 1979



Em 1982, Bob Marley está recuperado do câncer e promete voltar à ativa. Ele havia anunciado, pelo rádio, diretamente da clínica do Dr. Joseph Issels, na Bavária, que em 1981, estaria "de volta na estrada, gravando e se apresentando para os fãs que tanto amamos. Esse é Bob falando com vocês, não tenham dúvida, seen? One love!". Os planos foram um pouco otimistas demais, mas Bob conseguiu se recuperar - com um aninho de atraso. Não tem a magreza cadavérica que delatavam fotos de paparazzo de 1981, mas os dreadlocks dão lugar a uma careca, oculta por uma boina verde, amarela e vermelha.

Não foi só o visual que mudou. Depois de 12 anos, ele troca a base rítmica dos Wailers, que agora se apresentam sem Carlton (bateria) e Aston Barett (baixo). Em sua primeira coletiva como popstar pós-câncer, Bob está tranquilo e meditativo, embora mais alerta. Diz que não ter brigado com os companheiros de longa data. "Só estou à procura de um som mais internacional". Isso fica nítido no novo disco - lançado não mais pela Island Records, mas pelo Shout Afrik, seu selo indepentente recém-fundado -, que traz a bossa nova "Pray for me" e uma forte pegada afrobeat, inspirada por Fela Kuti, em faixas como "Jungle fever", "Vexation" e a releitura do velho clássico "Soul Shakedown Party", rebatizado "Shake up". Bob renasceu e está ansioso por desbravar novos mundos. A base não é mais Londres ou Kingston, como sempre, mas Gana. "Montei um estúdio na África para lançar hit atrás de hit", diz, animado. "Then we laugh! (Depois, a gente dá risada)".

Infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Bob Marley morreu em 11 de maio de 1981, vítima de um câncer no cérebro. Mas se ele estivesse vivo para completar 65 anos neste sábado, 6 de feveiro, a história acima bem poderia ser verdade. Conta Marco Virgona, um dos fundadores da Bob Marley Magazine - maior fonte de informação sobre o Rei do Reggae na internet - "que muita gente diz que Bob, em 1980, queria mudar seu som, trocar alguns membros da banda e a gravadora para a qual trabalhava. Poderia ter pintado uma série de novidades em 1981". "Pray for Me", a bossa do disco hipotético, de fato existe, embora nunca tenha sido lançada oficialmente. Ela foi encontrada num baú na casa de Cedella Booker, mãe de Bob, pelo colecionador, jornalista e historiador do reggae Roger Steffens. "Ele estava definitivamente olhando além", conta Steffens em uma entrevista por e-mail, concedida numa pausa de sua rotina de apresentações multimídia sobre a vida de Bob Marley. "Ele explorou todos os tipos de música ao longo de sua carreira. Não tenho dúvida de que ele exploraria o afrobeat de Fela Kuti bem como outros ritmos africanos e internacionais". O funk "Vexation" surgiu do mesmo baú e uma versão do afrobeat "Jungle Fever" circula entre colecionadores, oriunda da mesma sessão de estúdio que, em 1979, gerou a famosa "Could you be loved", de nítidos ecos funkeiros.

"Could you be loved" aliás, foi outro sintoma do que estava por vir. Ela pintou no último álbum de estúdio de Bob Marley, Uprising, que completa 30 anos em 2010, e embora persistisse na guitarrinha abafada que marca o contratempo de qualquer reggae, começava em afrobeat com um presente aos ouvidos mais atentos: uma cuíca. Sim, Bob esteve no Brasil pouco antes do lançamento do álbum e, além de jogar futebol com Chico Buarque, ensinar um cozinheiro de Copacabana a fazer sashimi e tietar Paulo César Caju, ele se deliciou pelas lojas de instrumentos. Voltou para a Jamaica de mala e cuíca. E pandeiro. E agogô. E tamborim. E berimbau. E... Uma vontade louca de mudar o som.

Uprising já estava pronto para sair do forno e seria diferente de tudo o que Bob havia feito em sua carreira. Mas essa viagem deixou o homem com uma pulga atrás da orelha. Na onda do que "poderia ter sido, mas não foi" que acompanha esse texto, Bob quase fez um showzinho voz e violão para os sortudos que estavam numa festa no Morro da Urca. Entre eles, Zezé Motta, Luiz Melodia, Marina Lima e Moraes Moreira. Só Jah sabe o que poderia ter saído dessa jam session. Não rolou porque Bob, embora fosse contratado da Island, veio ao Brasil a convite da BMG/Ariola. Daí a ideia de que ele poderia se tornar independente e tocar onde quisesse, quando quisesse. Na África, principalmente. "Definitivamente, o futuro dele era na África, para onde ele ansiava tanto por retornar", acredita Roger Steffens, que conviveu com Bob durante a turnê Survival, em 1979. "Mas ele ficou terrivelmente aborrecido com que viu em sua única visita à Etiópia, em 1978. Então, não há como dizer em que lugar da África ele teria ido parar".

Mas a África era um sonho distante e o melancólico Bob Marley de 1980 sabia disso. O guitarrista Junior Marvin que o diga. Depois de uma breve sessão de estúdio, ele desplugou a guitarra e ia saindo quando ouviu Bob Marley dizer calmamente: "Não saia. Eu não tenho muito tempo". Essa história está no livro Catch a fire, do jornalista americano Timothy White. Parêntese necessário: se você procurar por Catch a fire no Brasil, não encontrará, já que a editora teve a infeliz ideia de traduzir o título para Queimando tudo, que nada tem a ver com o termo original. A expressão "Catch a fire" poderia ser traduzida como "Estou p... da vida". Voltando a 1980: Steffens acredita que o álbum fala basicamente da morte. "Bob era um profeta e sabia que não viveria muito mais. Seu último álbum foi repleto de presságios e despedidas, da visão do trem do Sião (´Zion Train´) vindo em sua direção, a ´Bad Card´, ´We and Dem´ e ´Real Situation´" - em que, contrariando o otimismo que lhe era peculiar, Bob diz que a "total destruição é a única solução". Para preencher o muro das lamentações, Uprising traz "Work" - faixa que, curiosamente, encerrou seu último show -, em que há uma contagem regressiva: "Five days to go, working for the next day, four days to go, three days to go... (Cinco dias para acabar, trabalhando para o próximo dia, quatro dias para acabar...)".

Mas isso tudo, é claro, são apenas suposições. Afinal, Bob não está aqui para comemorar seus 65 anos e, se Uprising foi uma despedida, ele nos deu tchau há 30 anos. Sobram a mensagem, o legado e, é claro, as especulações das mentes férteis dos fãs.

Texto publicado originalmente em  02 de agosto de 2010
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18 afroências:

Tiago Ferreira da Silva disse...

É Pensa,

Nem Bob está morto nem você, não é!?!?!
Tu tava sumido véi.....
Enfim....

Dizem outras lendas que "Uprising" seria uma sequência de "Survival", justamente pelo grande interesse de Bob em cantar e incorporar a África. Se isso é mito ou verdade, não sei.

O que me marcou bastante nesse álbum, certamente, foram as canções "Redemption Song" e, pelo menos para mim, "Pimpers Paradise", "Could You Be Loved" e "Zion Train".

Infelizmente, o mundão tirou-nos uma de suas melhores crias muito cedo. Mas, pelo menos por alguns segundos é reconfortante pensar que ainda temos Bob Marley, ainda temos ideais revolucionários sendo propagados por suas canções e ainda temos uma utopia universal de justiça social. Afinal, basta escutar um de seus álbuns e cair em transe. Pode ser uma boa terapia.

Grande abraço e vê se num some, mano!

Gabriel Rocha Gaspar disse...

Salve, Tiaguinho! Tô na área de volta. Tive um mês de janeiro tenso, não consegui bater o olho no Afro, não consegui ler tudo o que eu queria, nem ouvir tudo, nem assistir a tudo. NEM FALEI DO HAITI! Nunca é tarde demais - tem nego saindo dos escombros até agora...

Acho pouco provável que Uprising seja uma sequência de Survival. Até porque, Survival é um Álbum com "A" maiúsculo. Claro que o Uprising é uma pérola. Mas a mim parece nítido que ele é muito menos planejado que os anteriores. Todos eles têm sua característica - banda enxuta e resgate do early reggae em Burning; o dub em Natty Dread; roots reggae no talo em Rastaman Vibration; funky rock em Exodus; pop reggae em Kaya; África em Survival. O estilo do Uprising não é tão nítido, ele não tem uma identidade clara, além de ser o último álbum.

Se estudarmos a discografia do Marley, veremos que ele sempre foi muito coerente nos estilos. Uprising escapa um pouco - o que, junto com histórias que conhecemos da época - me leva a crer que saiu meio às pressas. Bob estava com medo de morrer antes de concluir o álbum. Talvez até por isso, esse tenha sido um de seus momentos mais ativos na composição. Quando entrou no estúdio, ele tinha dezenas de músicas para gravar e escolheu o repertório de última hora. Além das faixas do disco, surgiram dessas sessões de estúdio "Babylon Feel Dis One", "Pray for Me", "Bufallo Soldier", "Jump Nyabinghi", "Chant Down Babylon", "Give Thanks & Praises", "Mix Up Mix Up", "Trenchtown", "Riddim", "Cry On", "Can't Bow ina Babylon", "Shake Up", "Jailbreaker", "Lonely Day" e "Pomps & Pride"... Se é que não me escapa nada!

Quer dizer, o cara estava a milhão e só definiu o repertório de fato na última hora. Fez algumas músicas eternas nessa época, como você bem citou. Mas se pensarmos Uprising como um álbum, com começo, meio e fim, ele é menos coeso que os outros, né não? Valeu, garoto! E bora marcar aquela gelada com o Maresa.

Marcio Gaspar disse...

grande retorno! e é um exercício bacana ficar esse de ficar imaginando o que estariam fazendo hoje marley, lennon, hendrix... agora, me conta: o que chateou tanto o marley na etiópia? terá sido a constatação de que o salassié, tão incensado pelo rastafarianismo, era um ditador vendido ao capitalismo, assassino sanguinário féladaputa da pior espécie?

Tiago Ferreira da Silva disse...

Pensa,

Você devia elaborar um curso de "Introdução à Bob Marley". Sempre que você fala do cara, vc dá uma aula.

Ah, falando em Bob, que já remete à África, mano, recomendo que você leia um material que saiu no jornal Le Mondé Diplomatique Brasil: tem um artigo de uma jornalista francesa falando sobre a situação da política africana nos anos 2000 - apesar do ex-presidente da França Jacques Chirac dizer que "A África não está madura para a democracia", ela cita alguns avanços em países como Burkina Faso, Guiné, Madagascar, entre outros. Um material muito bom, sem aquela demagogia acadêmica de articulistas ocidentais.

Não sei se você tem interesse nesse tipo de material, mas, caso não consiga comprar, me dá um toque que eu faço uma cópia e te dou quando a gente se trombar pra tomar aquela gelada.

Abraços a todos os afroentes!!!!!

Eduardo disse...

Sensacional, estava aqui ouvindo um puta disco e me lembrei de teu blog. Boa a idéia de um curso sobre Bob hehe. Rapaz eu não tenho teu email então segue um link este cara é phoda:

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SnowyDays

logo mais entro na saga do Kunta Kinte... acabando de ler Ébano de um joranlista polonês que foi correspondente da África, interessante como um fato com a experiência do narrador é outra coisa.
Abs
Falcão

Gabriel Rocha Gaspar disse...

Vendido ao capitalismo, eu não diria, Marcinho... Acho que o Selassié pendia mais para o autoritarismo do que para a democracia, sem a qual o capitalismo não rola.

Mas, em 2005, à ocasião do 60º aniversário do Marley, o biógrafo Stephen Davis publicou uma carta aberta na revista Beat - fundada pelo Roger Stephens, aliás - muito interessante. Nela, ele dizia a Bob o que estava acontecendo no mundo. Bad news.

Vou reproduzir aqui essa carta, em inglês, porque acho que vem a calhar - e responde parte de sua pergunta sobre a decepção dele com a Etiópia. Eu particularmente acho que o Cadillac de ouro da família Selassié teve a ver com isso; principalmente se contrastado à miséria sumária do povo somali, que dispensa comentários. Quando eu tiver mais tempo, traduzo a carta de Davis. (Tem que ser em outro comentário, paciência).

Gabriel Rocha Gaspar disse...

Dear Bob,
First the good news.
The Pope died.
See? I knew that would bring a smile to your face.. Not that you hated the pope in particular. You just didn't dig Roman Catholicism because of the church's historic link to links to slavery and Babylon in general. You told me this in 1976. (You weren't into sodomy either. You also referred to the late journalist Timothy White as "dat likkle roman bwai.")

I also got more good news for you, Bob, out there in the Akashic or whatever. Robert Mugabe just crushed the democratic opposition in Zimbabwe again. He's the big man for 25 years now, and you helped put him there. There's a hunger on the land and abject poverty in the cities, but then again you always did have a certain taste for African dictators-like Omar Bongo in Gabon-or at least for their money.

The bad news in this letter is about money. But hell, there's lots of other bummers I could write to you about.

First, you'd be 60 years old now, if you had survived lung and brain cancer. Bob, I think you'd hate being 60. No ganja for you, not with your lungs. No dreadlocks-dem fall away. You would likely be annoyed by your 200 children and their quarreling baby mothers. You'd be retired in L.A. like Stevie Wonder, maybe with a Nobel Peace Prize on the mantle, and everyone saying you’re a musical genius. Egregious people like Al Sharpton and Sean Combs would demand to have their picture taken with you.

Then there's your wife. Maybe you heard about your wife. After you passed, she forged you signature on a fake will and later had to admit it in court during her endless lawsuits over your money. She said the lawyers made her do it, but she was caught lying and it was a big disgrace.

But your wife did eventually did get control of your legacy, and it's been one blood clot after another ever since. You wouldn't believe what they have done with your music. You would puke if you heard some of the remixes and so called "duets" your family and others have put out over the years.

In the last year alone your wife published a memoir in which she claims that you raped her. (I told you I had bad news.)

Then after many uptown Jamaicans objected to the notion of installing you in the pantheon of national heroes along with Marcus Garvey and Paul Bogle, your wife announced she was relocating your body to Ethiopia, where she claimed you always wanted to be.

(That must be why you died in Miami, having tried desperately to return to Jamaica to draw your final breath.)

The other half of Jamaicans immediately erupted in dismay. Public officials made reassuring statements that they would never let this happen. (You won't believe this, Bob, but PJ and Eddie are still around, running the show down there.)
On the other hand, Bob, things aren’t entirely bleak. It’s true that the Americans are occupying Babylon as I write. Jah only knows what you would make of that. But if you know how and where to look, there are some dimly flickering lights in Marley-land.

One good way of connecting with you, a quarter century after you flew away from Miami, is of course through your music. I’ve been listening a lot to the Live at Leeds extra disc in the deluxe reissue of The Wailers’ 1973 masterpiece Burnin’. The concert from November of that year, is as close to possible to recapturing the sound I heard when I first saw you and your great band at the Jazz Workshop in Boston later that year. The difference is that at Leeds, Bunny Wailer had just left the touring group and returned to Jamaica. The high harmonies that night were instead sung by Wire, your extra-planetary keyboardist.

Gabriel Rocha Gaspar disse...

(By the way, Bob: After you died, some people, labbering all the time, claimed that Wire-Earl Lindo-actually wrote “Redemption Song.” As always, the truth lies beyond the grave.)

When I saw you band for the first time a few weeks later, Joe Higgs was singing the high parts, and doing a great job. But this Leeds show is really special, a way of time-travelling to the era when you and Peter Tosh were fronting the hottest band in the world, playing at clubs and colleges where the audience was at the same level as you and totally in your face. It’s great to hear the old songs, and then the encore kicks in: “Stir it Up” / “Put it On” / “Lively Up Yourself.” By this time The Wailers are cooking and you are stirred up in reveries of scat and preaching.

“I hear a voice, crying in the wilderness…..c’mon children c’mon….I hear the voice of the Rastaman say….fly away home, children, fly away home.”

There’s something else I want to mention while talking about your old recordings. Some extraordinary tapes have recently emerged in France that shed brilliant light on your creative and productive imagination. These tapes consist of about 20 alternate and demo versions of the songs you cut in London in 1977 for the albums Exodus and Kaya. You were then in the throes of a passionate romance with the beauty queen Cindy Breakspeare, and the early versions on these tapes of songs like “My Woman is Gone” and “Turn Your Lights Down Low” burn with a longing and sensual passion that were smoothed over for later release. “Oh my children, if you see me crying-my woman is gone.” Of all the bootleg Marley tapes that have so far surfaced, these emotionally rich and often experimental sessions are the most poignant and revealing music I have ever heard you make.

Bob, I guess the worst news I have to break to you in this letter is about what your family has done with your legacy.

It was reported that your estate is worth an estimated 100 million dollars. An album you never saw, called Legend, is one of the best-selling records in history. You’re a T-shirt, a comic book, a line of footwear, a theme park, a stage musical, and soon to be a major motion picture. I’m sure the 100 million figure is a gross exaggeration, but it also probably reflects the upper margin of the ballpark worth of what you have left behind.

Bob, I hate to be the one to tell you that your family is blowing it. I’m sorry to be the one to tell you that your wife is building a Bob Marley resort, not in the teeming and violent Jamaica, but in the placid Bahamas, which is barely a real place at all.

Hey Bob! Where is the Bob Marley Hospital for the Poor that should be operating in Spanish Town? Where is the Bob Marley orphanage that should be the pride of St. Ann’s Bay? What about the Bob Marley Home for the Aged in Negril, or the Bob Marley Early Childcare Centre in Sligoville and Port Antonio?

These nonexistent institutions don’t exist because your family has other priorities, which seem to be mostly themselves. That your wife is using your legacy to build a tourist resort is beyond disgraceful. I’m sure that if you were alive, she would be totally out of the picture, and that you would be using your immense fortune the way you did when you were walking among us: as a river of resources to help those that depended on you, which back them numbered in the thousands, and today could number many times more than that.

It’s hard to believe that you, Bob Marley, ever had cause to rape your wife. But it’s clear to me that she must believe it, because now she is raping you.

In closing this letter, dear Bob, I apologize again for being the bearer of bad news, and say to you with all of my heart that you are still sorely missed, now more than ever. But if you were here with us today, and had a clear view of the runnings, you would be mad as hell at what is, and what is not, being done in your name.
ONE LOVE,
Stephen Davis

Gabriel Rocha Gaspar disse...

Valeu pela informação, Tiaguinho - claro que interessa! Vou atrás disso aí. De repente, vira pauta, por que não?

Gabriel Rocha Gaspar disse...

Falcão, tô baixando, meu velho! Valeu mesmo!

Marcio Gaspar disse...

PQP, sensacional a carta!!! thanks so much for sharing!

Calasan (Cacá) disse...

Rapaiz,
vim seco pra escutar a Bossa do Bob que ce me anunciou num bar passado e tá c'um pau essa biroska!

Bom o texto excelente, como sempre, mas quero ouvir o trem, meu fio.

Marina Morena disse...

Não é a toa que esse nego escreveu uma monografia sobre Bob Marley e lotou um auditório...
Excelente ensaio, Ga. Que perda para o mundo essa morte precoce.
Muito bom!
Bjs

(Ps- Mto engraçado o comentário do Cacá!! Hahaha!)

Gabriel Rocha Gaspar disse...

Ô, seu Cacá! Tá aí, só tu que não ouve, nego!

Gabriel Rocha Gaspar disse...

É, neguinha... Já pensou se o homem tivesse vivo? Com certeza eu já teria ido atrás dele pra fazer não sei o quê. Talvez até correr sem rumo, naipe Forrest Gump, sabe?

Rô Dezan disse...

eu teria corrido junto para fazer não sei o quê. mesmo pq, com toda certeza, eu não saberia o que fazer diante dele...rs!
e foi a partir desse apreço pelo mestre regueiro que nasceu a amizade e o orgulho todo que tenho de você! mais um dos belos frutos que bob marley me deu de presente =) vivaa! saudades! beijos

aqiqah tangerang disse...

great

aqiqah jakarta disse...

Com certeza eu já teria ido atrás dele pra fazer n

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